!besteiras da minha vidA




a diferença é: decência!

De férias em outro estado com um amigo de outra sexualidade (ele é hétero, eu que sou gay), acabei saindo para lugares normais, por assim de dizer, héteros e não gays, como eu estou acostumado há cerca de cinco anos, quando me assumi para meus pais.

Antes de me aceitar e me revelar a minha família eu não saia a lugar nenhum, então não posso dizer que tive uma vida noturna antes da gay, portanto, não posso fazer parelelos entre os dois mundos; eu vivia encubado, e não gostava de sair, não enturmava com ninguém, não tinha amigos.

Depois da súbita coragem, acabei me aceitando, não tinha outra maneira, não havia outro jeito de viver a minha vida a não ser aquilo que me estava reservado, e depois de muito esforço, fiz amigos gays e conheci as baladas; tudo muito tarde, eu não fui nada precoce.

Acostumado a ouvir música eletrônica e ver homens bombados tirando a camisa, fico apaixonado com a noite hétero, as pessoas são tão decentes! Não que não haja pessoas decentes na gay, mas é muito diferente. Fui na semana passada em um show de música sertaneja, e é muito bom. As pessoas são bonitas, atraentes, dançam, não há drogas explícitas,  não há homens sem camisas se exibindo, aliás, as pessoas são menos exibidas, há família, há senso de unidade e respeito, e não há apelo sexual.

Nos fyers e divulgação das noites gays há sempre homens sem camisas ou semi nus. Dentro das próprias boates, há sempre um cara bem musculoso de sunga, e em alguns casos, como na Quinta Mix da Jô, os rapazes voltam com a pica dura para a platéia. Mas isso é normal, falar mal disso é caretice, não é mesmo?

Na noite gay há apelo ao sexo! Essa é a diferença de um show sertanejo e uma festa gay ou de uma Josefine, casa tradicional gay e um Alambique, casa tradicional hétero. No Alambique não há mulheres nuas para os homens ficarem babando e dispostos a pagar para tê-las.

Particularmente, eu não gosto muito de música sertaneja, mas há alguns lugares tão decentes que gostaria que meus amigos gays também fossem comigo. É lógico que só dá héteros, mas fico com uma vontade de ter um namorado e ir dançar com ele um forrozinho num lugar assim, como um casal normal.

Minha mãe sabe e aceita minha orientação sexual, mas tô longe de querer levá-la numa Josefine da vida, tem cada coisa lá dentro que não dá né. Coragem!



 



Escrito por Um cara de BH às 03h38
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O chamado

Nada melhor que viajar no reveillon! Eu, ancioso do jeito que sou, adoro viajar! Por mim, eu não trabalhava, não estudava, só viajava. Neste fim de ano, tive a grande oportunidade de viajar para o Rio*, então, como era de se esperar e planejar, eu contava que iria passar a virada em Copacabana e ver a tradicional queima de fogos, mas...

Como eu não estava sozinho e sim como convidado do meu amigo ht, ele é o único amigo ht que tenho, e ele se mudou para lá há este ano, então, eu não poderia decidir por mim mesmo nosso destino, foi aí que decidiram o meu, e fomos para a Barra da Tijuca*.

Chegando no apê da amiga da ficante do meu amigo ht, começamos a beber um pouquinho, eu fiquei meu deslocado com a galera ht, pois me sentia um pouco fora do meu habitat, afinal, eles não sabiam que eu era gay, senão meu amigo ht.

Ele é único cara que eu conheço que é hétero e não se importam que os outros não sejam, entretanto, os amigos deles não sabem da minha orientação e talvez não pensem igual a ele. Então, ele, inconscientemente ou conscientemente, não conta às pessoas a minha sexualidade, tipo, este é o meu amigo tal e ele é gay, porque ele sabe que nem todos aceitam esse tipo de coisa; ou talvez ele não me veja desta maneira, como um homossexual, talvez ele me enxergue como um ser humano, e depois a sexualidade e o sexo, assim como eu vejo ele e as pessoas.

Nessa festinha, o povo era até animadinho, todos bebiam e interagiam, e tinha uma racha linda, gostosa bem peituda fazendo lentilha, - eu odeio lentilha! - , e um amigo do trabalho dele, bem chatinho ficou pegando no meu pé, né, o cara é feinho, e algumas mulheres dão de cima de mim, e eu não cato, é com razão ele ficar puto, eu compreendo.

A ceia foi péssima! Arroz, lentilha e carne de porco toda engordurada, um horror! Odeio carne cheia de gordura! E pareceu que não era carne fresca, senti um cheirinho meio estranho, por isso que eu prefiro peixe; mas como eu sou cismado com carne, às vezes não sei se é cisma minha ou se a carne realmente não estava boa, pois todos adoraram. Ah, e a cerveja não estava gelada, e eu paguei 60 reais por aquilo tudo, ele cobraram 60, né, eu tive que pagar, o que eu poderia fazer?

Foi um erro aquilo tudo, no meio daquela gente que eu não conhecia, comendo lentilha, - já tava preferindo comer uma lasanha Sadia de 7 reais como ceia - e cerveja mais ou menos, tava louco para voltar a BH logo, minha casa, minha vida, minha cama, minha solidão. Já tava quase preferindo passar o reveillon sozinho. Mas o pior ainda estava por vir quando fomos a praia fazer a contagem regressiva e receber 2011.

A racha linda gostosa peituda ficou bêbada, trêbada, louca e me deu o maior mole na praia, se esfregou em mim, balançou os peitões duros, sorria loucamente, rebolava até o chão, e a galera gritava, beija, beija logo, ah, não é possível que ele não gosta, e eu ria feito o pateta lá, sem fazer nada. Beijar, até que eu beijo, mas o cacete não sobe, e ali, eu iria ter que comer a molé, e eu já pensava em mil e uma saídas, beijá-la e depois sumir, mas para onde eu iria? Nem tava em casa, não tinha como escapar; beijá-la e depois fingir que estava passando mal, dor de barriga, dor de cabeça, mas ia ficar feio pra caramba, coitada, ela iria se sentir um lixo.

Então, no final das contas, resolvi ser eu mesmo e não pegar a guria coisa nenhuma, há quase 8 anos eu não beijo uma garota e iria beijar agora, nessa altura do campeonato? Nem pensar, foda-se, deixem eles falar de mal de mim, principalmente o amigo do meu amigo, o que eu posso fazer? Sou gay mesmo! Fugir do meu chamado? Não mais!

O que me chateou, era que todos os caras estavam acompanhados de suas respectivas garotas, e eu lá, feito um idiota, sozinho, com uma molé linda querendo me dar! "Ah, se eu gostasse", eu pensava, e ela também, né; e o fato de haver milhares de gays no mundo e eu ali sozinho também me chateou muito, pois não há necessidade da solidão, entretanto, acho os gays tão complicados, sempre quem eu quero não me quer e vice versa. E acabei me fazendo uma pergunta tão velha e vazia: por que eu dou tantos nãos e recebo tantos nãos? Minha vida parece um grande Não.

* nomes mudados

 



Escrito por Um cara de BH às 16h08
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É possível amar alguém sem ao menos conhecê-lo?

Sim, é possível, pois eu amei um carinha sem nunca ter tido um caso, beijado, ter conversado ou sequer ele ter me visto! É difícil de acreditar, mas é verdade.

Lá pelo ano 2000, - eu nem morava em Belo Horizonte ainda, mas achava um l.u.x.o. BH -, através do google, eu acessei uma página de gatos, era assim que se chamava, essa página deve estar no ar ainda até hoje, era uma página de homens bonitos sem nudez frontal, foi a primeira vez que vi fotos de homens se beijando na boca; e ali eu descobrira que homens também se beijavam na boca.

Naquele site, havia um link para o blog do carinha que o criou, e ele contava sem remorsos e sem pudores sobre sua vida de gay recém descoberta. E nossa, eu achava aquilo tudo um absurdo e loucura, ele não estava nem aí, e aprontava mesmo. Eu era virgem ainda, naquele ano!

No blog desse rapaz, continham links de outros blogs que ele recomendava, e um em especial me chamou a atenção pelo nome, era o de uma gueia de Brasília, essa bicha escrevia muito bem, diga-se de passagem, e era muito chique, parecia um cronista como Rubem Braga, muito bom. Ele escreve até hoje neste blog.

Já em 2005, eu ainda era meio encubado, e já sabia os nicks de todas as bichas de Belo Horizonte, afinal, elas só escreviam sob apelidos, ninguém tinha coragem de escrever e botar a cara a tapa, né; aconteceu a maior tragédia que já me aconteceu na vida: a mona de Brasília postou uma foto dela com um cara de BH, era o rapaz doidinho do blog que criara o site dos gatos, e achei-o lindo, exótico, diferente, sexy, tudo!

Então, eu comecei a buscá-lo nos outros fotologs e acabei encontrando-o, e me apaixonei por ele! Tentei adicioná-lo no orkut, mas ele recusou e não deu papo. Eu, inteligente que eu era, coloquei uma pedra naquele rapaz da capital que me dera um fora, e segui em frente, afinal, eram apenas fotografias e logo seriam esquecidas e apagadas da minha mente para sempre, como tantos homens gostosos que eu já tinha visto, ele era apenas mais um, mais uma bobagem.

O problema é que eu, não sei o porquê, não consigo entender, nunca esqueci aquelas imagens, aquele sorriso, aqueles olhos lindos, aquele corpo branco, aquela barriguinha chapadinha, aquele cabelo enroladinho, e por meses seguintes, eu passava a ver o fotolog dele e acompanhá-lo de longe através do orkut.

Por alguns momentos, cheguei acreditar que ele era quem eu gostaria de ser, e assim projetei nele uma perfeição da minha cabeça e por isso não conseguia esquecê-lo, eu queria ser ele? Nunca consegui essa resposta! Ele era lindo demais! Lindo demais para mim! Eu sonhava com ele, nunca sonhei com ninguém! Somente com ele!

Eu cheguei a acreditar que mudando-me para Belo Horizonte, eu o encontraria e ficaríamos juntos, eu finalmente encontraria o amor e seria feliz ao lado dele, e que eu seria somente feliz com ele, e realmente eu estava fechado para outros garotos que eu conhecia.

Em 2007, já morando na capital mineira, eu o vi pela primeira vez, ele estava vestido uma camisa que ele já tinha vestido e postado no fotolog, foi no Andaluz. Eu estava na pista, e de repente, do nada, eu o vi, e ui, minha barriga gelou. Não tentei me aproximar, pois não tinha confiança, o que eu diria? Eu sonho com você? E eu estava disposto a esquecê-lo, custe o que custasse, não queria aquilo para minha vida, uma adoração a um completo estranho.

Entretanto, eu tentei adicioná-lo mais uma vez no orkut, e ele pela segunda, me recusou, e naquele ano de 2007, eu resolvi colocar uma pedra naquele infeliz episódio da minha vida, não era justo o que eu sentia, nem me prender a ele, eu sabia que nunca ficaria junto, e meu coração tinha que estar aberto a outro.

E mais uma vez, eu o esqueci.

Entretanto, alguns meses depois, eu acabei vendo seu fotolog de novo e pelos anos seguintes eu fui tendo essa recaída. Em 2007, eu o vi mais duas vezes, uma no antigo Ferveção (Cheio de Graça), e novamente no Anda; em 2008, apenas um vez no antigo Ferveção; em 2009, apenas uma vez em uma rave, ele parece que usa drogas, ele estava lindo sem camisa; e neste ano, 2010, também apenas uma vez, na Jô, na última Kalinato do ano, dia 11 de dezembro.

Neste ano, na Jô, foi a vez que o vi com mais duração, pois nas outras, ele sempre desaparecia como fumaça e eu o procurava e não o encontrava mais. Ele nunca me viu, é verdade, nunca trocamos olhares, é verdade, eu estou disposto a nunca pensar nele, já pedi a Deus que nunca mais o visse, mas infelizmente, minha oração não foi atendida, e o encontrei na Jô.

Quando o vi lá, pensei, oh meu Deus, eu não queria vê-lo de novo! Por que? Por que? Gostaria de uma explicação, ou pelo menos quando eu morrer, ficar livre, ser liberto dessas paixões infames, por que desejar alguém que não posso ter?

Quando o vi na rave, achei que fosse morrer, porque o carinha que estava comigo, já tinha ficado com ele, foi o pior golpe que eu sofri na vida, parecia um abismo, meu peito sufocava, doía de verdade, sentia falta de ar... Eu escondi tudo isso por alguns anos, sem contar a ninguém, acredita que aquilo era ridículo, ninguém iria acreditar e eu morria de vergonha de dizer que tinha me apaixonado por um fotolog! Sou uma droga mesmo!

Hoje, sei que posso ser feliz sem ele, já vivi tantas coisas! Não estou preso a uma fantasia! Entretanto, amar, sei que nunca amarei outro, a química do amor, já se foi, já gastei tudo, um grande amor, só se tem um na vida. Eu tenho minhas fantasias sexuais, na medida do possível, vou realizando-as, e na maior parte do tempo e dos dias, não me lembro dele, e minha felicidade não depende deste fantasma, mas de outras coisas mais complexas e outras expectativas. Graças a Deus!

 



Escrito por Um cara de BH às 16h04
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Virei pedófilo, meu Deus, e agora?

Cumi um menino de 14 anos, neste final de semana, sábado e domingo, e tô doidinho com ele de novo, o que eu faço?

O nome dele é Fernando, ou Fernandinho, como todos o chamam, ele é meu vizinho, tem 14 anos, como eu disse, e é moreninho, todo lisinho, 1,70, corpo e rosto de rapaz.

Em primeiro momento, quero dizer que nunca gostei de garotos, salvo exceções, e que sempre me atraí mesmo por caras da minha idade, cinco anos mais velho, ou cinco anos mais jovem, não que isso fosse uma regra.

E eu nunca me imaginei, eu com quase 30 anos, ficando com um garoto de 14! Então, a história é a seguinte: Fernandinho, sempre me encarou quando passava pela rua, eu moro naquele bairro um pouco mais de dois anos, e ele vive um pouquinho acima de minha casa, eu não sei exatamente onde, apenas o conhecia de vista e a família dele.

Eu tenho pouquíssimos amigos no meu bairro, quase não converso com ninguém, a não ser quando vou comprar alguma coisa na padaria, ou no barzinho, e de um mês para cá, notei que ele estava andando com umas bichas da rua, uma inclusive uma bem pintosa que toma hormônio; e como essas bichas pintosas sabem que eu sou bofe, elas ficam me encarando horrores; porque uma vez eu transei com uma delas, e todo mundo sabe disso! Aff, meu passado é negro!

E Fernandinho tem jeitinho de garoto, o que me atrai bastante, não gosto de namorado todo mulher, fico com vergonha ao sair, ir ao shopping, etc, etc, não tenho preconceito contra efeminados, é uma coisa de gosto mesmo, sair os dois rapazes juntos; a sociedade já tem preconceito, se eu ficar andando com uma andrógina, nem meu pai me visita!

Na verdade, ele sempre me fitou, mas para mim, ele era uma criança! E eu nunca tinha visto maldade no olhar dele! Eu passava perto dele, e quando o via, para mim, ele era um poste, uma árvore, uma parede, mas de um mês para cá, eu reparei que ele deu uma crescida e que só ficava no barzinho, bebendo cerveja! Se achando hominho mesmo, e ele me olhava no fundo dos olhos, e comecei achar aquilo muito esquisito!

Esse menino tá me fitando? Todo dia que eu chegava do trabalho, ele estava lá, eu fiquei com a pulga atrás da orelha, até que na semana passada, na terça-feira, parecia que eu não queria acreditar, não podia ser verdade, eu fui ao bar, comprei não sei o que e falei com ele alguma coisa, nunca tinha conversado com ele, não sabia o nome dele, ao que ele sorriu, com jeitinho de garotinho indefeso, de uma vítima louca para ser devorada, de um gayzinho safado (que eu conheço bem) procurando um macho, meu nervo subiu na hora e eu fiquei irritado!

Entrei para minha casa, e agora tinha certeza que ele era gay, cheguei bem próximo a ele, nos olhamos, nos flertamos, ele olhou como um gay olha, ele cobiçou como um gay cobiça um homem, e que tava doidinho comigo, talvez fantasiasse um cara mais velho, como eu já fantasiei; mas aquilo era proibido, errado, perigoso, talvez, ele tivesse muito medo, eu não poderia arriscar nunca.

Uma vez, vi uma reportagem na Record, este ano, de um homem casado, 30 anos, pai de duas filhas que foi preso por pedofilia ao ter tido um caso com um garoto de 14 anos. Eles se conheceram na internet, e saíram algumas vezes, a mãe descobriu através do MSN, chamou a polícia e virou escândalo, os repórteres mostraram a mãe chorando, indignada, revoltada, humilhada.

Infelizmente, não se falou mais nisso, e o que sei, é que aquele garoto não foi induzido ao erro, porque eu, como qualquer garoto, aos 12 anos, já pensava em sexo, já queria sexo, já via revistinhas pornôs, me excitava, brincava com sexo. E também sei, que um menino de 14 anos, sabe o que quer, ou o que não quer, e que se ele quer fazer algo, ele vai fazer com aquilo que ele se sente atraído.

Infelizmente, aquela mãe não quis ver que o filho dela quis aquele homem de 30 anos, casado, macho, pai, ela não quis acreditar, ela preferiu crer em um crime, e sei que aquele garoto de 14 anos não teve maturidade de assumir quem era, e preferiu se esconder e se omitir diante daquela mãe decepcionada e diante daquele escândalo em sua família, porque afinal, nenhum homossexual tem maturidade de se assumir aos 14 anos de idade. Eu não tive, ele também não teve.

E quem fica feio na foto? O homem de 30 anos! E eu não poderia transar com aquele adolescente, se eu fosse descoberto, poderia ser preso, eu não deveria, mas aquele garoto me desejando não saiu da minha cabeça. Então, na quarta-feira, na quinta-feira, e na sexta-feira, conversei com ele, sentei no bar, perguntei o nome dele, e algumas coisas, ele terminou o ensino fundamental, olha só para você ver, uma criança, mas doidinho para dar o cuzinho ao primeiro macho talvez, e quem saberia se ele nunca tivesse chupado uma rola...

No sábado, o procurei, e esperei a tarde toda, ate que ele apareceu, e me olhava nos olhos com malícia, e me reparava a mala, não tirava os olhos dela, a rua estava tranqüila, então o convidei para ir a minha casa, afinal, o tesão era quase palpável, eu tava sem controle, estava cego, minha calça não cabia minha pistola. Antes de entrar na minha casa, ele perguntou:

-  o que a gente vai fazer?

Pergunta de passiva, que passiva adora fazer: o que você vai fazer comigo? Passiva adora ouvir, vou cumer o seu cuzinho todinho. Passiva adora dizer, ai.

- vou te beijar, respondi educadamente e ele ficou sério.

Assim que fechei porta, o beijei na boca, ele enlouqueceu, e me beijava e me beijava, coloquei a mão dele na minha pistola, e ele apertou com força. Peguei ele pela cabeça, o abaixei e pus minha jeba toda molhada pra fora e ele começou a mamar. Mas não a mamar de qualquer jeito, mas de uma maneira especial, de um jeito que eu nunca vi na vida, era com um desejo que eu nunca conheci ou experimentei. Com um desejo de primeira pica, de paixão, de sonho maior, de realização, de felicidade.

Ele chupou minha rola como se ela fosse a coisa mais gostosa do universo, ele não queria largá-la, meu Deus, ele parecia faminto, que estava morrendo e que precisava chupar aquela rola, parecia que ele realizava o maior sonho dele, minha rola era tudo, e ele não largava, por nada!

Gozei a primeira vez na boquinha dele, enchi a boquinha daquele garotinho de porra, ele bebeu tudo, sentiu o gosto da porra, engoliu tudo, e mamava, mamava loucamente, não queria parar nunca, parecia querer mamar para sempre, então, terminei de tirar a bermuda dele, e como eu supunha, a bundinha dele era lisinha como o resto do corpo, bonitinha, rendodinha, arrebitadinha. Coloquei-o de quatro no sofá, abri a bundinha dele, e ele sem medo, deixou o rabinho todo entregue.

A bundinha dele estava bem limpinha, o cuzinho lisinho, depilado, parecia que ele sabia o que fazer, ou que já tinha feito, não tive nojo e meti a língua sem dó e com gosto, ele gemeu e piscava o cuzinho na minha língua. Quando eu fui pegar camisinha, pensei, que nada, vou cumer esse cuzinho no puro mesmo, adoro sentir minha pistola entrando, nunca que eu iria cumer o cuzinho de um garotinho de 14 anos com camisinha; então, peguei o lubrificante, passei em ambos, e fodi ele no meu sofá a tarde inteira.

Naquela noite, após ele ir embora, eu fui na Josefine, e acabei vendo o que não deveria, a minha maior ilusão! Mas comento isso em outra oportunidade.

No domingo, ele foi a minha casa de novo, observei se não havia ninguém na rua, e novamente, fiz aquele menino de uma maneira especial, usei-o, ele se entregou como uma putinha se entrega ao macho, como uma mulherzinha dá ao homem, e eu o tratei como tal. E com minha consciência pesada, despedi dele e novamente, jurei a mim mesmo, nunca mais me envolver; entretanto, estou desesperado, pois o desejo por ele cresce ainda mais, e como eu tinha prometido que não ficaria com ele a primeira vez e não cumpri, será que eu cumprirei a promessa repetida e fracassada?



Escrito por Um cara de BH às 18h48
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Ai, ai, o que eu quero da minha vida?

Na verdade, eu sei o que eu quero, eu quero casar, mas casar é complicado! Não quero casar com qualquer um, eu quero casar com o Gianichini! Hahaha! O problema é que não sou bonito e não sou padrão de beleza!

Há uns seis anos atrás, eu me apaixonei por um homem lindíssimo, e o interessante, é que ele nunca me viu! É, ele sequer me viu. Eu me apaixonei por uma foto, aliás, por um fotolog, acredita? E nunca consegui gostar de alguém na mesma proporção! Tentei me aproximar dele através da internet, pois através dela, o conheci; MSN, Orkut, etc, eu não consegui conhecê-lo, ele nunca quis, mas ele é tão lindo, tão inatingível, um deus, meu deus perdido nas minhas imaginações e meus sonhos!

Alguns amigos me dizem que estou solteiro por opção, o que não é verdade, eu vivo dizendo que sou feliz solteiro, o que também não é verdade. Aí, eles me dizem que sou exigente demais, o que neste ponto, eu concordo em partes, porque não sou tão exigente assim: considero os gays muito difíceis de chegar nas boates.

Então, acabo indo em saunas! Ninguém merece, mas é a verdade, não que eu freqüente todos os meses, mas acabo indo! Há dois meses, fui na 24 horas, e conheci um cara, aliás, dois caras. A história foi assim: final de semana, início de madrugada, eu na savassi. Lá, não tinha porra nenhuma para se fazer, era uma véspera de feriado, não me lembro qual, não tinha Josefine, tinha Roxy tocando funk carioca ainda por cima, então, fui eu outra vez encontrar alguma bunda...

Logo na entrada, esbarrei com três carinhas que estavam subindo também, cumprimentei um deles, o que eu achei mais bonitinho. Lá dentro, já apenas de toalha e cueca, encontrei-o, tivemos uma conversa básica e chamei-o para tomar banho comigo. Ele não quis e saiu fora. Pronto, levei fora dentro da sauna, ninguém acredita, levar fora de um cara lindão no Andaluz ou na Jô, tudo bem, mas em sauna, é fim da picada! Aí, que me sinto derrotado mesmo!

Depois, lá em cima, encontrei um cara grandão e fomos para o banheirinho. Lá, ele me chupou todo, e ficamos esperando alguma cabine liberar, e nossa, ficamos mais de uma hora esperando, a sauna estava lotada! Tinha muito viado querendo meter! Hahahaha!

Depois de cumer esse grandão horrores, fazer dele minha mulherzinha e ver ele chorar na minha pica querendo mais, e gozado junto com ele, dormimos um pouco, uma meia hora. Resolvemos ir embora, ele pegou meu telefone, eu já tinha trocado minhas roupas, já estava vestido, e eram 5 horas da manhã, ele se foi.

Fiquei sentado no bar, e vi um dos carinhas que encontrei na entrada da sauna! Não era aquele que eu cumprimentei e chamei para tomar banho, era o amigo dele. Ficamos trocando olhares, ele era bem peludo, o que não faz meu tipo, eu já sou peludo, e o outro amigo dele chegou em mim para conhecê-lo. Ele veio conversamos, dei um beijo nele, e então, disse que iria tirar minhas roupas de novo para subirmos para a cabine.

Encontrei o amigo dele, o que me deu o fora no início da sauna, antes de subirmos, fingi que não vi. Eu fui para uma cabine com o carinha, com o segundo, o que beijei, não confunda, e lá ficamos, transamos e dormimos. Depois, o amigo do carinha que eu fiquei, o que me deu o fora, ficou puxando papo comigo, e tals, vi que ele tava arrependido, cheguei a pensar que ele poderia ter achado que eu era passiva! Será que é isso? Pensava, será que ele achou que eu era passiva? Será que eu tenho jeito de passiva? KKKK! Mas não foi nada disso!

Às 7 da manhã, fomos embora, eu e os três, o carinha que eu fiquei, o amigo dele, o que me deu fora e outro amigo deles, o mais quietinho. Pegamos telefone, Orkut, MSN, tudo, porque o menino que eu fiquei apaixonou comigo! Tanto o grandão quanto esse, mas no fundo, eu queria mesmo o que eu não peguei.

Na mesma semana, eu mandei uma mensagem no Orkut para o rapaz, o que me deu o fora, dizendo que eu queria ter ficado era com ele, e não com o amigo! Ele respondeu que também estava afim de mim, mas que tinha ido a sauna somente para agradar os dois amigos dele, dentro de sauna ele não fica com ninguém, o que achei estranho; entretanto, eu sondei o amigo dele ainda na sauna, a respeito dele, e o amigo tinha dito a mesma coisa: que ele não ficava em saunas, mas estava ali quase que por obrigação. Confusão, né: ele, dele, amigo dele, mas quem é quem? É só você, leitor, ler devagar que você entende!

Então, ele veio voando no mesmo dia a minha casa, nos encontramos e finalmente fiquei com ele! Ficamos duas vezes, mas ele acabou sumindo depois; e o amigo dele, nunca mais vi, afinal, eu não o respondi mais. O grandão também não atendi seus telefonemas, nem retornei mensagens. E ainda estou só, como dizem meus amigos, por opção...

 



Escrito por Um cara de BH às 18h33
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- Mas e a namorada?

Odeio quando as pessoas me fazem essa pergunta. Elas sabem que não! As pessoas sabem que eu sou gay, então, por que me perguntam?

;(



Escrito por Um cara de BH às 16h30
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estou amargurado...

Quando as coisas começam a ter cheiro de problemas para mim, meu cabelo começa a cair, tenho noites mal dormidas, e há falta de apetite sexual. Desde que fui flagrado vendo pornografia na faculdade, tenho andado bem preocupado.

Ainda não consegui voltar ao meu estado normal, com o espírito leve, tranquilo, bem-humorado, descontraído aqui na escola. Já tentei de tudo, conversei com amigos, desabafei, escrevi neste blog, e também coloquei na minha cabeça que foi bom o que aconteceu, pois, agora todos sabem que sou gay, e eu odeio fingir; e Romário parou de me perseguir, com medo de ter seu segredinho revelado.

O problema é que tenho medo de ser dispensado, e isso vai ser uma vergonha danada para mim, porque afinal, tenho privilégios ao trabalhar na própria escola em que estudo. Não vejo a hora de descansar a minha cabeça em paz, e tudo voltar ao normal, porque eu gosto das pessoas que estão comigo, apesar de elas todas terem mudado o comportamento.

Eu fico triste com isso, sabe, eu queria ser aceito como eu sou, sem ter que esconder, ter que mentir, ter que fingir; eu gosto das pessoas, ninguém precisar ser igual a mim para que eu goste delas, não penso assim, gosto muito de todos eles, mas fico chateado quando descobrem que eu sou gay,  e eles mudam, ficam calados, gélidos, perdem o humor, passam a olhar desconfiados, como se eu fosse lhes fazer algum mal, ou fosse alguém perigoso.

E algumas meninas da minha sala afim de mim, até as casadas, porque eu sei quando uma mulher tá me dando mole, ela fica risonha, delicada, sorridente, joga o cabelo, conversa mais fino, coisa de mulher, e puxa assunto. Estou cansado disso, quando eu vou achar meu lugar? Parece que mesmo com o passar dos anos, ainda estou perdido...



Escrito por Um cara de BH às 18h17
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academia malhação 2

 

Como relatei anteriormente, freqüentei a Academia Malhação no centro de Belo Horizonte, na Avenida Amazonas, no primeiro semestre de 2009. Lá, conheci vários gays que moravam ou trabalhavam no centro, e saíam do emprego e iam direto para lá, muitos bem gatinhos.

 

O Leandro trabalhava no Diamond Mall e passava lá sempre depois do expediente, ele era branquinho, tinha a minha altura, corpo bem saradinho, e não era tão bonito de rosto. O amigo dele, Elias, era muito belo, um pouco mais alto, com uma barba bem espessa, nariz fininho, peitão aberto, delineado, bração; mas metido.

 

Eu conhecia o Leandro a um bom tempo de vista, a primeira vez que o vi, foi no Gis, isso há muito tempo, acho que em 2007, porque dever haver uns quatro anos que não freqüento aquele lugar, aquilo não me pertence mais; e desde então, ele virou figurinha carimbada na noite, sempre se esbarrando, ele e Elias, sempre juntos.

 

Tentei uma aproximação visual com Leandro, pois ele me fitava às vezes, e depois de cumprimentá-lo, a gente passou a conversar um pouco, nada demais, não havia assunto entre nós. E o amigo gostosão dele nem olhava na minha cara. A partir de msn trocados, comecei a investir mais no garoto, até convidá-lo para ir a minha casa, na época, eu morava no centro, e, passamos a ficar, durante a semana, depois da academia.

 

- Ele também é passivo? Perguntei uma vez, sobre o amigo dele.

 

- Super passivo! Leandro respondeu entre gargalhadas.

 

Então, tentei algo ousado:

 

- E por que você não convida o Elias para ficar com a gente?

 

- Hum, sério? Será que você dá conta? Duvido...

 

- Não duvide, que eu provo...

 

- Quero ver.

 

Não tava nem crendo que ouvia aquilo, pois afinal, pensei que Leandro iria brigar comigo, achar ruim, por propor uma suruba, mas que nada, ele não só aceitou, como trouxe o amigo dois dias depois dessa nossa conversa. Quando Elias chegou a minha casa, a primeira coisa que fiz foi lhe dar um beijo bem quente e enfiar a mão na bunda dele.

 

E a coisa mais gostosa era transar com os dois ao mesmo tempo, colocá-los para beijar na boca um do outro, depois de joelhos pra me mamar, eles brigando para ver quem iria dar primeiro.

 

Essa safadeza durou uns três meses, até junho, onde o destino que nos uniu, também separou, embora eu gostasse de ambos, não tinha predileto, e por mim, continuaria daquele jeito, namorando os dois ao mesmo tempo; entretanto, como diz o ditado, não é possível ter dois pássaros na mão, cada um foi seguir seu caminho, e no meio do tempo em que ficávamos, Leandro e Elias começaram a namorar, quase simultaneamente, cada qual com seu respectivo namorado, e investiram, e estão namorando até hoje, e ainda são grandes amigos, encontro sempre com eles na Jô, que é o único lugar que freqüento hoje; e cada um de nós aproveitou o seu momento de sacanagem na vida, coisa que passa a medida que envelhecemos.



Escrito por Um cara de BH às 13h33
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Você ama música eletrônica?

Adoro música eletrônica, e isso é fato em minha vida, não tenho como negar. Já tentei deixar de gostar, e até mesmo deixar de sair à noite, não queria fazer da minha vida uma balada, uma noitada, ou uma festa que nunca acabasse, e passei quase dois anos saindo pouquíssimo, não era minha vontade me tornar aqueles gays carimbados na vida noturna e no circuito gls da cidade em que moro.

Quando me assumi homossexual para mim mesmo, depois de tanto sofrimento, recusa, vontade de morrer anos a fio, decepção própria, desengano, tentativas infinitas, meios alternativos de vida, medo de ser expulso de casa, sentimentos escondidos, pensamentos proibidos, e sobretudo, falta de prazer em viver e objetivo na vida, eis que surge um mundo novo a minha frente: o universo gay.

Antes de ir a alguma boate orientada para este público, eu nunca tinha ido a nenhuma boate antes, e eu já tinha 22 anos! Não ia a shows, festas, micaretas, nem casas noturnas, não tinha interesse algum em ir, e muito menos conhecia os lugares que hoje eu tanto amo.

O primeiro bar gay que eu fui na minha vida foi a um barzinho - não me lembro mais o nome - anexado a boate Eros, a mais podrex da cidade, mas eu não sabia de nada mesmo. Lá, eu vi alguns gays cantando no karaokê músicas bem temáticas, de divas como Tony Braxton, How Could an Angel Break my Heart. Fui sozinho mesmo, e dali, parti para o Andaluz; alí então, como disse a cantora Maysa, meu mundo caiu.

Fiquei bobado com o povo do Anda, um povo todo descolado - para minha cabeça da época - e moderno, e atual, e que cantava as músicas eletrônicas, e que sabiam as letras em inglês, foi encantador. O Anda ainda era pequenininho, a pista tinha aquele teto parecido com uma chaminé de indústria, havia disco de vinil pendurados na parede, e os uniformes dos garçons vinha escrito: Ave Maria! Era um luxo total para mim, algo totalmente novo. Teve até um cara que quis ficar comigo, mas eu medroso, dei um fora. Uó!

Depois da minha estréia, comecei a sair quase de segunda a segunda, ia no Estação 2000 às terças e quartas; quinta, Josefine; sexta, Gis ou Andaluz; sábado, Josefine ou Andaluz; domingo, Ferveção ou Mineiro Bill. Queria ser badalado e disputava na noite mesmo, queria ser vip, meu objetivo era conhecer todos os promoters e ganhar a pulserinha poderosa para meu ego. Foi assim por uns dois anos, até que em 2007, encontrei uma galerinha do mal.

Foi no Gis que o conheci, o nome dele era Charles, eu não tava muito afim dele não, era um pouco mais velho, mas bonito, acabou me chamando a atenção, e me bajulando, como eu adorava ser paparicado, ficamos. Daquela sexta para o mundo das drogas foi um pulo, não que eu usei drogas - G R A Ç A S a D E US - mas cocaína era mato no meio dos amigos deles.

Eu que nunca tinha visto o pó branco na minha vida, virou cotidiano ver os colegas de Charles cheirando a famosa açúcar refinada; era diário a coisa, principalmente no Estação 2000, ali era um ponto de encontro entre eles, e não sei como que eu não cheirei. O meu relacionamento com Charles durou menos de três meses, ele bebia muito, e ficava muito chato.

Depois das luzes brilharem, comecei a ver a podridão da noite, não a da noite gay, mas de toda noite. Percebia os traficantes, quem comprava, como comprava, o momento em que iam para o banheiro juntos, e aqueles corpos na Josefine, tão bonitos e desejados, eram drogados.

Passei a ter horror às drogas, e com medo de algum dia virar um usuário alucinado como os meus coleguinhas do ciclo de Charles, passei a evitar a noite, traumatizado. E infelizmente, a verdade seja dita, a noite e as drogas andam juntas, e eu não quero gastar todo o meu salário com essa merda, com um prazer fugaz, vazio, não verdadeiro.

Depois de ficar um pouco afastado e com o corpo ainda limpo, voltei aos pouquinhos a mostrar meu carão na pista. Hoje, mais equilibrado, maduro, sabendo o que eu quero, o que é bom para minha vida, e o que eu não quero de jeito nenhum, e sem medo de dizer não, vou sempre que posso ao Anda, que se consolidou como o lugar que dá mais gays bonitos na cidade, na minha opinião, e à Jô, que para mim é essencial. E ouço minhas músicas sem medo de ser caricato: gay gosta de música eletrônica. É disso que eu gosto, é isso que eu sou, é isso que eu vivo, e assumo. House Music e suas vertentes pra sempre, na veia!



Escrito por Um cara de BH às 13h32
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Virgens em minha vida. Ou dá, ou some.

 

 

No ano passado, em maio, eu conheci o Alexandre na Josefine. Ele tinha já seus 24 anos, e logo a gente se beijou na pista, ele me perguntou:

 

- Você é gay?

 

Achei aquela pergunta um tanto estranha, eu estava em uma boate gay, beijando um homem, e de repente, esse homem me pergunta se eu sou gay? “Não, sou hétero”, me deu vontade de responder, “beijo homens por esporte”.

 

- Sim, por que? Você não é? Acabei respondendo a ele assim.

 

- Eu não sei, estou em dúvida.

 

Ichi! Se tem uma coisa que eu detesto são os bissexuais. Não tenho nada contra a bissexualidade humana, não me entenda mal, por favor, mas sim, essa coisa de não saber, ou estar em dúvida, pular de galho em galho, ou o risco de ser largado pelo sexo contrário ao meu.

 

Então, eu fui conversar com o menino fora da pista, e com minha experiência, entendi que era bicha mesmo, mas não era assumida! Então quando alguns não se assumem, acham isso. Eu, por exemplo, queria, mas porque queria ser pelo menos bissexual a ser gay, assim, eu conseguiria esconder a homossexualidade.

 

Esse menino, me deu um trabalho, que só vendo, ele não quis aprofundar a coisa de jeito nenhum, de todo jeito saía fora, dizia que era virgem, e que só ia transar com quem o amasse, quem gostasse dele de verdade, e que fosse valer a pena.

 

Como eu não minto, não disse que o amava para conseguir o ouro, aí, foi tudo por água a baixo mesmo, fiquei insistindo uns três meses até que desisti.

 

Entretanto, nem só azar, a maré da vida traz. No ano passado também, em abril, eu estava batendo um papo com um carinha no Manhunt, e eu estava numa lan house no centro, na Augusto de Lima, em frente ao Maletta, Pro Terra, se não me engano.

 

Bate papo vai e vem, o garoto me solta que nunca tinha dado, que já tinha ficado com três homens, mas que tinha comido os caras, e que isso não tinha nada haver com ele, e na verdade, o sonho dele era ser passivo. Aquilo, me deixou bem doido e curioso, realizar um sonho desse, toda hora.

 

Quando ele me disse que estava no centro, na Augusto de Lima com Bahia, tinha certeza que o menino estava no Maletta, naquelas lan houses, e eu já tava bem animado, ele bem perto, era só ir em um motel, de preferência naquele da rua Tupis, atrás do Shopping Cidade.

 

E quando ele me disse a roupa que ele estava vestido, para a gente se encontrar em frente ao Maletta, fiquei tenso! Sabia que algo ia acontecer, tive intuição: olhei para trás e caraca, meu coração disparou e eu escrevi no msn:

 

- Você não vai acreditarrrrrrr! Eu estou atrás de você!

 

Então, já que o destino quis, nem relutei, fomos pro motelzinho básico do centro. No fim, a bicha cavalgava na minha piroca toda feliz, foi um luxo:

 

- Era isso que você queria, é? Era desse jeito que você queria fazer?

 

- Era o meu sonho! É bom demais!

 

Ele dava com uma cara de felicidade e realização que chegava a ser engraçado. A bicha tava louca pra dar, mas não tinha coragem ou não tinha encontrado alguém que a fizesse.

 

Outro semelhante, foi um amigo em comum que eu tinha, se chamava Renato, e frequentava todas as boates gays, e conhecia todas as músicas de bicha da época, e sabia cantar as letras e tudo mais, isso em 2006, tipo Alone (Offer Nissim feat. Maya), Because of You (Kelly Clarkson), e jurava, e jurava que não era gay! Era o assunto engraçado falar do Renato.

 

- E ele jura que não é gay! E caíamos na gargalhada.

 

Até que em 2007, ele me convidou, do nada, para viajar com ele para o Rio de Janeiro! Eu fui, tipo fazendo o bobo, ele não era gay mesmo! Foi só chegar no apartamento da família dele (um escândalo de apartamento, eu não ia perder essa viagem), ele me beijou! Eu fui avançando, e quando ele se assustou já sentava sentado no meu colo, pedindo socorro.

 

- Relaxa, relaxa, Renato!

 

Uns dez minutos depois, no máximo, a beesha já tava pulando que nem uma louca, toda sorridente, como se tivesse andando de bicicleta! A realização de dar a bunda pra um viado, é a melhor libertação que existe, essa é a minha conclusão. Se tem vontade de dar, tem que dar mesmo!

 

 

Agora, ficar marrando igual ao Alexandre, o problema foi dele, ele ficou esperando o amor, e está solteiro até hoje; há quinze dias, o convidei pra dormir lem casa, e ainda ficou naquele drama; se é virgem ainda, não sei, mas algo me faz crer que sim, porque amor de gay é rola, pois parece que ele até hoje não descobriu isso!



Escrito por Um cara de BH às 18h50
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Quando tudo vai voltar ao normal?

Depois de ter sido flagrado vendo piroca na internet aqui no trabalho, fiquei tão sem graça, que ainda não consegui viver normal de novo. Leio, estudo, trabalho, mas sem perguntar nada, sorrir ou brincar com o pessoal.

Se vergonha matasse, acho que teria ido pro saco, porque estou morrendo de vergonha, não sei lidar com esses tipos de situações.

Se posso tirar proveito disso tudo, é que todo mundo já sabe que eu sou gay, se isso for uma vantagem para um homossexual que não se esconde mais.

Pelo menos, ainda não fui despensado.



Escrito por Um cara de BH às 13h28
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Porque algumas pessoas se escondem atrás de blog?

Eu, afinal, não me identifico, não digo quem eu sou, das coisas que gosto, troco os nomes, quais são meus amigos, não digo para os amigos que tenho um blog, e nem para a família. Tudo com o objetivo de ninguém saber quem eu sou, ou o que penso realmente, ou minhas mais íntimas aflições, ou aventuras sexuais.

Na verdade, nunca contei meus desejos sexuais para ninguém abertamente. As pessoas sabem que eu sou gau, e só. Nem meus amigos gays, que são poucos, já ouviram alguma coisa tão íntima, prefiro que me conheçam como um homem educado, é o bastante.

Não sei para quê esconder, ou por qual razão dizer algo que não diria a ninguém, talvez, nem lido seria. É importante perguntar: Por que dizer algo que se tem vergonha? Por que escrever assuntos que eu não diria a ninguém, sendo que podem nem ser lidos? O que estou fazendo aqui?

Espero tão pouco ter começado, tão rápido termine minha vida em um blog.



Escrito por Um cara de BH às 13h31
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A única vez que brochei na minha vida.

 

Sou jovem, não tenho 30 anos ainda, não tenho problemas de saúde, mas por alguma razão, já falhei na hora H. Então vamos ao relato:

 

O nome dele é Fernando, o conheci há uns 8 anos atrás, em 2002, por aí, através de amigo em comum. Ele deve ter a mesma idade que eu, é moreninho, um pouco mais baixo, magrinho, definidinho, passivíssima. Bonito.

 

Quando nos conhecemos, eu ainda não era assumido, e não aceitava minha sexualidade, apesar de já ter ficado com uns carinhas e ter alguns amigos do meio. Tinha pavor de bichinhas pintosas, eu trabalhava numa grande indústria e morria de medo alguém descobrir. Aquelas nóias de viado não assumido, todo mundo já sabe e só falta ele próprio saber, enfim...

 

Em março de 2008, reencontrei-o em uma boate, a gente conversou, nada demais, ele não é meu tipo, mas é um gatinho de mão cheia, ninguém desperdiçaria, mas ele sempre andava com uns carinhas dos quais nunca me simpatizei, uns drogados, e ele também já tava metido no meio das drogas há um tempo, todo mundo sabia. Eu tinha ele no orkut e msn há um tempo anterior a 2008, pois conheço muitas pessoas que o conhecem. Em resumo, ele é uma vigurinha batida.

 

Daquele março pra cá, nossos papos, via internet, ficaram mais cotidianos até ele dizer e confessar que era louco comigo desde o dia que me viu, pela primeira vez, seis anos antes, citou local, dia, época, até a roupa que eu estava usando. Mas ele não poderia fazer nada naquele tempo, porque eu era maior estranho, fugia das pessoas e realmente fugia. Fiquei muito surpreendido, não esperava por aquilo!

 

Entretanto, eu nunca quis ficar com ele, não achava que tinha coisas em comum com o garoto e ele usava drogas pesadas. No ano passado, já em 2009, em março ou abril, encontrei-o no Hi-Fi, aquele barzinho uó próximo a Raul Soares cheio de mariconas. E lá acabei beijando-o. Não senti nada demais, ele não fazia meu tipo, precisamente, essa coisa de pele.

 

Fernando era agora evangélico. Ia para a igreja todos os dias, e dizia que fora da igreja, ele sempre caia no terrível mundo das drogas, e que sempre que corria para uma igreja evangélica, ele conseguia parar de usar. Aquilo me deixou constrangido, porque eu não freqüento igreja evangélica – não tenho nada contra – e nunca usei drogas!

 

- O problema, talvez, esteja em você, e não em estar fora ou dentro de uma igreja, eu, por exemplo, nunca fui crente e também nunca usei drogas.

 

E freqüentar igreja evangélica é um grande mal para um homossexual. Lá, ele vai aprender que precisa se libertar, que não é aceito por Deus e que é o demônio que age na sua vida para torná-lo assim: tudo que eu acreditava antes de me aceitar, até que me vi obrigado a pensar diferente para começar a viver.

 

- Mas Deus não aceita os homossexuais, para ser salvo é preciso se converter, ou senão, você vai para o inferno.

 

- Deus é quem vai me julgar – eu rebatia – Ele sabe o que eu passei para estar aqui agora sentado nessa mesa de bar. Se Ele achar que não mereço salvação, será Ele que vai tomar alguma atitude quando eu morrer, e não o homem, por isso não me importo com o que os homens dizem a respeito de Deus ou a respeito de minha salvação, cabe a Deus julgar e Ele me julgará. Não concordo com essa idéia que tenho que mudar de religião para ser salvo. Se Deus quisesse que eu fosse hétero, já teria me feito assim, já teria me libertado, lutei a vida quase toda contra isso, só Ele mesmo sabe o que enfrentei. Se eu tiver que me transformar em hétero, vai ser sem virar crente, é isso que eu quero e é nisso que eu acredito.

 

- Mas está escrito em Levíticos 19 e Romanos...

 

Ta, ta, já sabia o que está escrito, a bichinha estava afiada com a Bíblia. Fiquei um pouco irritado, não sabia o que fazer, a bicha acreditava que ia pro inferno, mas tava lá me beijando, maior loucura aquilo, ela pregando a palavra pra mim, que eu estava errado, mas estava maior a fim de ir ao motel.

 

E fomos, fomos ao motel, eu fui lá cumer a crente, naquele da rua Tupis, atrás do shopping Cidade, há uma entrada também pela Amazonas, tudo de bom, bem localizado, bonitinho, barato. Entretanto, o inesperado aconteceu: meu pau não subia de jeito nenhum!

 

Eu fiquei louco com aquilo, a bicha tinha esperado tantos anos para me ter nos braços e na hora H, no momento que eu deveria ser um herói, a maior foda da vida de Fernando, não aconteceu nada, eu fiquei desesperado, dei um monte de desculpas esfarrapadas, foi o maior ridículo, ele se sentiu humilhado, rejeitado e constrangido! E ele já tinha ouvido falar da minha fama de piruzudo. Foi um vexame, ele ia contar a todo mundo que eu era o maior brocha.

 

Naquela noite, eu nem dormi direito. Não entendia o que tinha acontecido comigo, afinal, eu não tinha transado com ninguém no dia e nem me masturbado ainda, e o mais crítico, eu já transei com caras feios, e Fernando é gatinho.

 

Desde esse fatídico episódio, nunca mais esbarrei com ele. Morro de vontade de ligar pra esse menino e dizer que vou foder o cuzinho dele bem gostoso, mas não tenho coragem! Não consigo enfrentar a situação até hoje, acredito que aquele papo de eu ir pro inferno me deixou meio brocha.



Escrito por Um cara de BH às 19h30
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Tá no inferno, abraça o capeta.

 

Em fevereiro de 2009, véspera do carnaval, conheci um cara muito gostoso no Manhunt. Ele era moreno, tinha 35 anos, super musculoso, definidíssimo, passivíssimo, aquele sonho. Ficamos naquele bate-papo gostoso, ele, super sério, independente, morava em Contagem, sozinho, aquele cara que quer casar, e não dá pra qualquer um ou no primeiro encontro. Esses tipões bem românticos.

 

Eu quis encontrá-lo de todo jeito, era segunda-feira feira de carnaval, mas ele não quis e ficamos só no bate-papo mesmo. Resolvi, então, ir para Ouro Preto naquele dia, pois não queria ficar meu feriado em casa fazendo nada, e sozinho, ainda por cima.

 

Voltei a conversar com aquele homem um mês depois, ele nem lembrava mais de mim. Mas tudo bem, eu queria transar, ele era gostoso e era isso que importava. Ele aceitou, eu dissera que queria namorar, não apenas transar, o que era verdade. Então, fui de metrô, desci lá no Eldorado, peguei outro ônibus e parei em um lugar que nunca tinha ido na minha vida! Fiquei na tal praça, aguardando o cara, super ansioso, pois ele era muito gostosão.

 

Foi quando então, eu tive A supresa, o cara era MUITO feio! A bicha era horrorosa, era um velho, parecia ter mais de 40 anos, meio gordo, bem moreno e do cabelo ralo e esticadinho! Quando o vi, levei um baita susto, fiquei a reparar se era ele mesmo, e era, o pior que era, só não entendia como, eu não sabia o que fazer e não queria acreditar...

 

O apartamento dele era velho, mal conservado, piso desgastado e mobília antiga. Vi as fotos dele e compreendi: a bicha era bonita há 15 anos atrás, ou seja, ele colocava fotos antigas no msn, de uns 15 anos passados ou mais! Tinha uma foto dele na estante de terno, lindo, no casamento de uma amiga, todo charmosão, e essa foto, ele postara no messenger.

 

“Meu Deus, entrei numa fria, colocar foto antiga não vale, é sacanagem!” eu pensava. Entretanto, eu já estava lá, não tinha como fugir, como eu fugiria, como? E antes de encontrá-lo, enquanto batia papo com ele no messenger, ficava bobo por ele estar tão conservado, pois ele tinha 35 anos e ainda um garotão. Ajoelhou, tem que rezar, não é o ditado? Pois bem, concentrei, transei com a bicha, e logo em seguida, fui embora.

 

Depois, ele ficou perguntando se eu tinha gostado e tals, queria repetir a dose; eu dissera, naquele momento, que queria namorar, portanto, tive que desmentir e falar que queria, na verdade, só transar. Depois, excluí e bloqueei do msn, pois aquelas fotinhas em miniaturas enganam muito a gente.



Escrito por Um cara de BH às 19h29
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Criação do meu perfil alternativo no orkut:

"Este perfil não é fake.

Sou assumidamente gay, minha família sabe sobre minha sexualidade, entretanto, sempre tive um perfil no orkut bem comportado para agradar a todos.

Este perfil é para ser um pouco mais aberto, adicionar sites de boates, festas, essas coisas assim.

Também tenho um blog em que falo dos meus sentimentos e desventuras deste mundo gay sem vergonhas e pudores.

Sei que meu anonimato é temporário, porque todos gays que criaram blogs com este fim acabaram descobertos pelos amigos. Rs.

Vamos ver o quanto vai durar!"



Escrito por Um cara de BH às 19h43
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 Katylene, a drag mais famosa da web!
 Para Moços: Gozação e sacanagem!